quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Mudança de estratégia. Conheça o case da Eschola.com, que passou por duas guinadas até achar o seu modelo de negócio ideal


A Eschola.com está dando uma aula de Marketing. A atual rede de franquias de cursos já foi consultoria, depois atuou no treinamento virtual para empresas, vendeu cursos pela internet e agora consolida o seu modelo de negócio após duas transformações. Em ambos os momentos, a empresa analisou o mercado e desenvolveu um planejamento que possibilitou a correção de caminhos rumo ao lucro.
Para entender o desenvolvimento deste negócio que tem entre os sócios o tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet e o empresário e apresentador Luciano Huck, é preciso pegar o livro de História. A Eschola.com nasceu em 2001, fruto de uma empresa de consultoria comandada por Paulo Milet, sócio e diretor geral da empresa. Na época, o foco era atuar no mercado corporativo.
A Eschola.com desenvolvia cursos customizados e prestava consultoria em educação a distância. O negócio ajudou empresas a montar universidades corporativas e treinou funcionários da AutoTrack, empresa de Piquet. “Começamos a treinar os caminhoneiros pela internet durante a instalação do monitoramento por satélite. Treinamos mais de 30 mil motoristas e hoje em dia eles ainda usam o sistema”, conta Paulo Milet, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Primeira mudançaAté 2004, a Eschola.com trabalhou com clientes como SulAmérica, Carrefour e Ticket. Neste período, o então cliente Nelson Piquet virou sócio do negócio, junto com Nelson Silveira, ex-Xerox, que ao lado de Paulo Milet tinha uma equipe de Kart em Brasília na infância.
Mesmo com o modelo da época consagrado, a empresa investiu em sua primeira mudança, passando do mercado corporativo para o varejo on-line. “Começamos a definir que precisávamos vender produtos mais populares e não ficar focado no mercado corporativo”, comenta Milet. Outro fato também ajudou: se permanecesse no segmento de empresas, a Eschola.com começaria a disputar mercado com grandes companhias sem o mesmo histórico e investimento.
Na internet, a empresa poderia oferecer novos produtos e atingir um mercado muito maior. Mas não foi exatamente o que aconteceu. Mesmo com merchandising no programa Caldeirão do Huck, da TV Globo, fruto da parceria com o então novo sócio Luciano Huck, as vendas dos cursinhos de vestibular e supletivo não se multiplicaram conforme o planejado.
Aluno em recuperação Havia um problema como aqueles das aulas de matemática. As pessoas não sentiam segurança em fazer os cursos on-line. Sem contar o público que via o anúncio pela TV, mas que não tinha acesso a computador nem a banda larga. “Aumentou o acesso ao site, mas as vendas não estavam na proporção que gostaríamos de ter”, analisa o Diretor Geral.
Durante as aulas de recuperação, a empresa viu no problema uma oportunidade. Havia uma brecha para se aproximar deste público. Analisaram o mercado de novo e viram que seria interessante investir numa rede de franquias em 2006. “O portal deixou de ser o foco principal e se transformou em mais uma unidade, mas o nosso maior canal de distribuição hoje é através da rede de franquias”, diz Paulo Milet.
A rede começou a ser implantada em 2007 e hoje tem 45 unidades. É como se fosse um telecentro de estudos, com os cursos on-line e um monitor para tirar as dúvidas. O franqueado é o responsável pela venda dos cursos pré-vestibular, informática, profissionalizante, preparatório para concursos e inglês desenvolvidos em parceria com Instituto Galois de BSB, CETEB, Q-Group de Israel e Meta- Concursos.
Novo modeloHá um ano neste modelo de negócio, 2008 está sendo uma fase de consolidação da rede e a meta é chegar a 80 unidades até dezembro. “Aprendemos muito. Este ano foi de muito aprendizado, pois estávamos num mundo todo virtual e passamos a ter características do mundo físico, com distribuição, ponto-de-venda, entre outros”, analisa Milet em entrevista ao site.
Depois de duas mudanças, a meta agora é crescer a rede e voltar a investir no portal. A Eschola.com quer ter uma unidade para cada 100 mil habitantes, chegando a 400 franquias em cinco anos e ser uma das maiores do Brasil. Na internet, a empresa está finalizando um novo modelo em conjunto com a agência Publicidade Interativa.
Por hora, não estão previstas novas mudanças. As transformações, porém, são encaradas de outra forma pela Eschola.com. “Não abandonamos nenhum dos modelos. Eles foram superpostos. A essência é a mesma. Os cursos e a tecnologia são as mesmas. O que muda é a forma de entregar. Como chegar no cliente”, ressalta Paulo Milet.
Essência do negócioSegundo o Diretor Geral, a primeira guinada foi deixar de oferecer os produtos por encomenda. A segunda foi para ampliar o mercado e teve a ver com a tangibilização do produto com as redes. “Demos dois passos atrás para encontrar o cliente. Não adianta ser pioneiro se o cliente não acompanha. Antes mesmo de criar a rede de franquias já tínhamos criado apostilas porque percebemos que as pessoas sentiam falta de algo físico. O curso continua igual. É um e-learning, mas mudamos a forma de abordagem do cliente”, comenta.
A primeira vista pode parecer estranho dois sócios como Nelson Piquet e Luciano Huck. Mas a missão dos dois é bem definida. O papel deles é abrir novas frentes de parcerias, fazer propaganda e ainda contribuir na gestão do negócio. “O Nelson tem um tino comercial e uma série de técnicas de gestão de qualidade que ele aprendeu com um negócio de alta performance e tecnologia que é a Fórmula 1. Ele tem uma preocupação com prazos e cronogramas muito grande. O parafuso tem que estar no lugar certo, na hora certa. Já o Luciano tem muito feeling do mercado. Ele dá boas dicas. Os dois gostam de educação e de tecnologia”, conta Milet.
Até hoje, a empresa já formou mais de 100 mil alunos. Agora, depois de passar pela prova final, a Eschola.com começa a vislumbrar uma nota azul. “Tivemos que investir muito desde que saímos de uma zona de conforto que era o mercado corporativo. Estamos no terceiro ano de investimento pesado que vai chegar ao break-even no final deste ano”, comenta Paulo Milet.

Volume de cheques devolvidos sobe 4% em julho




Publicada às 16h20O volume de cheques devolvidos por falta de fundos no País cresceu 4,2% em julho sobre o mesmo período do ano passado. De acordo com a Serasa, no mês, a cada mil cheques compensados, 19,9 foram devolvidos por insuficiência de fundos. Desde abril não se registrava uma elevação na inadimplência com cheques, na mesma base de comparação.
Na avaliação da Serasa, o aumento dos juros, o maior endividamento do consumidor e as despesas de férias estão pressionando a inadimplência, mas a instituição pondera que ainda não é possível afirmar que seja uma tendência para o segundo semestre.
Na comparação com junho, o aumento na quantidade de cheques sem fundos foi de 7,6%, elevação explicada pela Serasa com base no maior número de dias úteis em julho e ao aumento de gastos nas férias.
A Região Norte lidera o ranking de inadimplência com cheques, com 42,4 devolvidos a cada mil compensados no acumulado dos primeiros sete meses do ano. Em seguida aparecem o Nordeste (33,8), Centro-Oeste (24,7), Sul (18,5) e Sudeste (16,9).


domingo, 17 de agosto de 2008

Potencial do setor de construção civil está represado


Ana SilvaCONTRUÇÃO - Disponibilidade de pessoas qualificadas para o trabalho vão contra a pujança do setor17/08/2008 - Tribuna do Norte Emídia Felipe - Repórter
O intenso movimento que a construção civil atravessa é apenas a ponta de um grande novelo que deve se desenrolar por anos, como apontam especialistas do setor. Mas o comprometimento de dois dos ingredientes deste crescimento – mão-de-obra qualificada e canais oficiais desobstruídos – poderão impedir que esse mercado cresça tanto quanto poderia. É o que apontam os empresários ouvidos pela pesquisa da consultoria Adriana Benavides, base desta terceira matéria da série Foco Empresarial. Nesta terceira rodada de entrevistas, feita com 10 das mais representativas empresas da construção civil de Natal, a pesquisa apontou a escassez de pessoal como um problema que está entrando em fase crônica. Atrair, manter e desenvolver pessoas que agreguem valor à empresa foi identificada como a principal preocupação dos executivos. Falta pessoal para funções básicas como pedreiro, eletricista e gesseiro. Grandes empresas costumam ter seus próprios treinamentos – os cursos ministrados pelas companhias estão entre as principais ferramentas de gestão utilizadas por elas (veja gráfico) -, mas continuam sentindo dificuldades de encontrar funcionários. Mesmo assim, os números do Ministério do Trabalho do primeiro semestre mostraram que foi na construção civil onde houve o maior aumento no número de pessoas empregadas formalmente no estado: 15,8%, com 3.763 vagas criadas no período. E, a julgar pelas expectativas dos entrevistados, esse movimento deve continuar, pois o aumento nas contratações foi o segundo mais apontado como principal ação nos próximos dois anos. Na semana passada, a Subsecretária da Secretaria Estadual de Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas), Alcina Holanda, anunciou que está sendo fechada uma parceria com o Senai para formar pessoal para a construção civil. São pessoas que ao saírem do curso, certamente serão absorvidos pelo mercado. Um dos entrevistados da pesquisa revelou que provavelmente sairá do patamar de 200 funcionários para 500, em três anos, apesar de já sentir dificuldade no recrutamento.
PolêmicaOs problemas que permeiam a relação das empresas com o poder público foram a presença mais constante nas questões subjetivas da pesquisa. “A lentidão na aprovação dos projetos pela Semurb (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) e a falta de clareza nas regras foi colocado por todos como um grande entrave”, comenta Adriana Benavides, responsável pelo levantamento. “Não queremos aprovação feita de qualquer forma, não queremos burlar as leis, queremos sim uma regulamentação clara e eficiente para sabermos o que realmente pode e o que não pode e assim termos condições de decidirmos se temos condições ou não de trabalhar da forma como está estabelecido na regra”, declarou um dos entrevistados. “Se não houver uma mudança radical na forma como o poder público vem atuando, esse crescimento não acontecerá como poderia acontecer”, disse outro. Eles questionam ainda a falta de sintonia entre as instituições municipais e estaduais na interpretação da legislação ambiental. Os entrevistados criticaram também as falhas na orientação aos profissionais envolvidos em um projeto. “Você chega com uma documentação igual ao do projeto anterior, aí eles dizem que está faltando tal documento. ‘Mas como se na anterior não precisou? Sim, mas agora precisa...’. Aí você vai buscar, quando volta eles dizem, ah, está faltando tal coisa....” É inacreditável!” Os entrevistados citaram, ainda, cases de sucesso, como o trabalho de relacionamento feito pela Caixa Econômica Federal junto às empresas, para identificar problemas e focar nas soluções.Para Adriana Benavides, a resposta a este problema poderia ser “extremamente simples” se todos os envolvidos - os chamados stakeholders - cumprissem o seu papel no jogo da competitividade. “No entanto, infelizmente, isso ainda não acontece, e o que vemos como conseqüência é um certo atraso ou, no mínimo, um avanço infinitamente menor e mais lento do que poderia acontecer” “Não vejo outro caminho a não ser o de ‘caminhar juntos’. Sozinhas algumas empresas até têm conseguido trilhar seu próprio caminho com razoável sucesso, mas, com certeza, muito menor do que o possível”, comenta a especialista.Custo dos problemas é muito altoDados da Caixa Econômica Federal, referência em crédito imobiliário, mostram que entre 2004 e 2007, os financiamentos voltados para consumidores finais e construtoras cresceu 42,7% no Rio Grande do Norte. Foram R$ 129,7 milhões no ano passado. Este ano, 70% deste valor já foi emprestado até julho. E este é apenas um banco dentre os vários que oferecem dinheiro a quem quer construir ou comprar imóveis. A consultora Adriana Benavides destaca que as empresas potiguares “encontram-se hoje em posição privilegiada” para desfrutar dessa prosperidade impulsionada por esse boom imobiliário, “uma vez que investiram profundamente tanto em inovações tecnológicas como de gestão”. Mas esse cenário está prejudicado pelas barreiras que se impõem ao setor. Adriana considera essencial que se desatem alguns entraves do relacionamento entre o poder público e a iniciativa privada. Porém, para ela, a questão mais grave é – assim como foi nas etapas anteriores da pesquisa, com representantes de restaurantes e da hotelaria - a falta de mão-de-obra qualificada. “Isso se agrava ainda mais no caso da construção civil, uma vez que para eles o problema não é nem que essa mão-de-obra seja desqualificada, é que realmente não existem esses profissionais, tendo-se que “importar” de outras cidades, estados”. Ela explica que os custos desse tipo de problema para as empresas são muito altos: salários inflacionados, retrabalho, comprometimento da qualidade final do produto e atrasos nas obras por não terem pessoas para realizar determinadas tarefas.Entrevista - Ana Míriam MachadoA titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Ana Míriam Machado, garante que a instituição está buscando mecanismos para dar mais celeridade aos processos e explica que há casos em que a ausência de documentos é a principal causa da demora na análise de processos.
Quantos processos a Semurb analisa por ano? Esta demanda varia muito. Quando surgem novos vetores como no caso de Ponta Negra e agora na Zona Norte com o advento da Ponte Newton Navarro, a procura para licenciamento tende a aumentar. Podemos dizer que em média são analisados anualmente cerca de 1,5 mil processos, que como já disse, esse número pode aumentar dependendo do momento.Quantos funcionários tem hoje a Semurb e quantos são responsáveis pela análise de processos? Veja bem, hoje a Semurb tem 255 funcionários efetivos, já incluídos os do Parque da Cidade. - contabilizando todos os setores pelos quais a maioria dos processos passam, são envolvidos cerca de 24 técnicos neste serviço, que dependendo do grau de impacto pode requerer ainda uma análise mais específica, como no caso de grandes empreendimentos que são encaminhados ao Conselho de Planejamento Urbano e meio Ambiente (Conplam) para apreciação.
Porque a senhora acha que a Semurb é sempre foco de reclamações por parte dos empresários da construção civil?Acredito que por ser uma secretaria responsável por monitoramento, fiscalização e análise de projetos.
A senhora considera os serviços da Semurb eficientes? E O que tem sido feito para melhorar seu serviço? Ao longo dessa administração a Semurb tem travado uma luta constante para oferecer uma estrutura mais eficiente e ágil ao contribuinte. Dentre as várias ações podemos destacar a realização do concurso em 2004 e 2007 para dotar a secretaria de uma equipe multidisciplinar. Dentro de suas atividades ela vem atuando em diversas áreas, seja no cuidado das emissões de suas licenças, seja executando e viabilizando acessibilidade, reabilitando e estruturando áreas de lazer para a população, educando e conscientizando o cidadão através de campanhas educação ambiental e da implementação de diversos pontos de referência nas atividades ecológicas municipais. Hoje ela passa por uma modernização de seus procedimentos administrativos e legais, visando dar maior agilidade no desempenho de suas atribuições e maior satisfação dos que fazem uso de seus serviços. Podemos citar a atualização do parque de informática, com a aquisição de novos equipamentos.
A senhora acredita que os empresários também têm culpa na demora dos processos? Ao analisar projetos, principalmente de grandes empreendimentos é necessário informações complementares e documentos para dar maior suporte a análise, que muitas vezes não são oferecidos, isto faz com que o processo pare. A parte interessada é comunicada e instruída a trazer os documentos ou informações complementares para finalizar o serviço. A contagem dessa demora pode ser atribuída, na maioria dos casos, ao contribuinte que não apresenta a documentação solicitada num curto espaço de tempo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ESTÁ DESEMPREGADO? PRECISANDO DE UM EMPREGO? CANSADO DE FAZER CURRICULUNS E VIAJAR PARA NATAL SEM OBTER ÊXITO?

Se você reside nas cidades tais como: Macau, João Câmara, Taipú, Poço Branco, Ceará-Mirim, Touros e proximidades destas cidades, suas preocupações acabaram. Recentimente abriu um escritorio de Contabilidade e consultoria administrativa na cidade de Ceará-Mirim-RN, visando atingir e suprir todas as essas necessidades, oferecendo diversos serviços tais como: Confecção em arte de Baners, consultoria administrativa, desenvolvimento de fluxogramas, organogramas, planilhas gerenciais, folha de pagamento de funcionários, dentre outras atividades. Com endereço fixo, situado na rua João Xavier Pereira Sobral, Nº 814, Cidade de Ceara-Mirim-RN, a LUMINUS chega ao mercado com um serviço inovador. Além de trabalhar com seu foco na área administrativa e contabel, ela ofereçe o CADASTRAMENTO DE CURRICULUNS onde são cruzadas as informações do perfil de candidato com o perfil solicitado pelas grandes empresas parceiras do escritorio. Com a pequena taxa cobrada no ato do preenchimento, você entra automaticamente no processo seletivo para cargos como: operador de caixa, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Escritorio e outros. Para maiores informações ligar para: (84) 9956-3116 falar com Adm. Jean Fábio, om o contador Luiz Antônio ou pelo e-mail: luminusescritorio@bol.com.br

Os 3 “Is” da Comunicação



Nestes mais de 25 anos de atuação no mercado, sempre estivemos em crise neste país, a não ser em alguns poucos e curtos períodos, estes sim, verdadeiros e inconsistentes soluços de uma prosperidade “fake”, na maioria das vezes também fruto de canetadas irresponsáveis.
Ao longo de todo estes anos simplesmente temos colhido os frutos de uma histórica incompetência na gestão desta marca chamada Brasil.
No tocante ao mercado publicitário, o fato é que nossa atividade depende visceralmente da conjuntura política-econômica e, quanto mais saudável for a economia do nosso país, mais próspera e pujante será nossa publicidade.
Neste contexto, entendo que as análises sobre crise no mercado publicitário deveriam ser mais abrangentes e menos focadas na primária preocupação com a tal da verba publicitária, se cresceu ou vai crescer, pois, como disse, se o país crescer ela cresce naturalmente.
Além disso, a história nos ensina que a economia é cíclica. Assim sendo, mesmo que o futuro nos reserve um período de crescimento econômico consistente e mais prolongado, no que acredito, certamente outras crises e ameaças surgirão, nos obrigando a ser competentes e, acima de tudo, criativos.
O que importa é como fazer nosso negócio continuar rentável mesmo que a verba publicitária não cresça, como continuar sendo indispensáveis para os clientes, que cada vez mais necessitam de soluções de comunicação de Marketing e não apenas de propaganda para fazerem suas marcas vencerem neste cenário tão competitivo e desfavorável.
A comunicação mudou, evoluiu e assim como existem os Ps do Marketing, entendo que uma agência de propaganda moderna e bem sucedida deve atuar levando em consideração seus 3 “Is”:
• Informação – a informação, cada vez mais acessível e abundante, tornou-se matéria prima indispensável à nossa atividade. Foi-se o tempo em que apenas o talento era suficiente.
• Integração – a prestação de um serviço pressupõe a capacidade de integrar várias ferramentas de comunicação e Marketing e não apenas a propaganda. Além do que, a integração das equipes da agência e do cliente é fundamental para alcançar os objetivos traçados.
• Inconformismo – não podemos nos conformar nem com verdades absolutas, fórmulas de sucesso ou paradigmas, assim como também não podemos nos conformar com a primeira boa idéia que aparece.
O mercado está em permanente mudança e em velocidade cada vez maior. Cabe às agências se adaptarem a estas mudanças. Buscamos sempre nos questionar, nos reinventar. Nós da Casa da Criação, somos inquietos, inconformados. Felizmente, estamos sempre em crise.
* Noel De Simone é especializado em Direito, Marketing Empresarial e Comunicação Corporativa, com cursos no Brasil e no exterior. Associou-se há 18 anos à Casa da Criação. Possui experiência profissional de 18 anos como executivo do Grupo Libra, Arthur Andersen e Shell do Brasil S.A., além de ter atuado como consultor de Marketing. É o responsável pelo Planejamento e Atendimento do Grupo Casa da Criação.Mundo do Marketing: Publicado em 15/8/2008

Mobile Marketing se organiza para evitar risco de SPAMs



O mercado de Mobile Marketing, apesar de ainda recente, começa a definir diretrizes para padronizar o setor e evitar abusos por parte das campanhas que utilizem o celular como mídia. Em sintonia com essa tendência, a Mobile Marketing Association lançou recentemente o seu Código Global de Conduta, já disponível em português no site da entidade.
Apesar de apresentar um conjunto de diretrizes básicas segundo cinco princípios (Notícia; Escolha e Consentimento; Customização e Restrições; Segurança; Controle e Responsabilidade), é um passo inicial para padronizar o setor.
O código estabelece que as ações mobile veiculadas pelos profissionais de Marketing possuam relevância e informem algo novo ao usuário. As empresas devem ainda enviar mensagens apenas para os usuários que a requisitarem, além de oferecer processos simples de cancelamento do serviço.
Operadoras seriam as maiores responsáveis pelas açõesCabem ainda às companhias segmentar eficientemente suas campanhas, sem enviar conteúdo irrelevante para um determinado público e investindo em segurança de forma a proteger esses dados e evitar que sejam utilizados para outros fins não autorizados pelo usuário.
Apesar das ações de Marketing para celular sofrerem a interferência de instâncias diferentes, como anunciantes, agências de Marketing e agregadoras de conteúdo para celular, Luiz Santucci, presidente da Associação de Marketing Móvel do Brasil, acredita que as mais interessadas ou responsáveis por uma normatização devem ser as operadoras de celular. Atualmente, todas as ações realizadas pelo mercado passam pela aprovação das operadoras.
“Elas são as principais afetadas nessa questão, já que, quando o consumidor vai reclamar, ele se dirige a ela, e não à marca anunciante. Apesar disso, vejo ações abusivas sendo aprovadas, inclusive usando base de dados opt-in (com autorização) de outras ações”, explica Santucci em entrevista ao Mundo do Marketing.
Mercado busca evitar o estrago dos SPAMsO mercado começa a se organizar automaticamente para evitar que futuramente torne-se necessária uma interferência do governo definindo normas para o setor, como aconteceu com os call-center. Um exemplo disso é o uso de palavras comuns em todas as ações para cancelamento de participação em ações mobile – o opt-out -, como “sair” e “cancel”.
Gustavo Dondo, Diretor de Criação do Grupo TV1 e responsável pelas ações de Mobile Marketing da agência, teme que o mercado sofra o mesmo problema enfrentado pelo E-Mail Marketing, onde o SPAM é responsável por afastar consumidores de mensagens em sua caixa de e-mails.
Atualmente, o Mobile Marketing ainda é uma pequena parte de todo o faturamento da TV1, com ações esporádicas. No entanto, as mídias digitais, no qual se inclui as ações para celular, já representam 40% do faturamento da companhia. “O Mobile Marketing é tratado como algo experimental, marginal, mas já há quem preveja que torne-se uma das principais mídias para ações de Marketing. Mas devemos ter cuidado para não estragar esse potencial como fizeram os junk mail com os e-mails”, aconselha Dondo.
Novas ferramentas também devem ser levadas em contaSe o mercado de SMS Marketing ainda está em definição, isso é ainda mais forte em ferramentas mais novas, como WAP, Bluetooth e aquelas que surgem com o advento da tecnologia 3G. Muitas desses instrumentos mais modernos já procuram formas de seguir essas diretrizes.
Um exemplo é a ação atualmente em operação pelo Grupo TV1 para a Brasil Telecom para divulgar o Telefone Único WiFi, celular que funciona como extensão do telefone fixo de casa ou escritório em qualquer lugar do mundo. Foi elaborado um site WAP para explicar o produto e que pode ser acessado a partir dos sites WAP do Estadão, Gazeta Mercantil e Investnews, com o objetivo de atingir o público corporativo. O conteúdo só pode ser acessado pelos os celulares localizados em São Paulo, onde o produto está disponível.
Consumidor precisa se acostumar com as novas ferramentasO maior empecilho, no entanto, ainda é a falta de hábito dos consumidores em utilizarem esses serviços. Segundo dados da Nielsen Mobile, apenas 2,6% dos usuários de celulares utilizados no Brasil utilizam pelo menos uma vez por mês serviços de internet no celular. Os americanos e ingleses estão entre os que mais usam, com 15,6% e 12,9% de representação, respectivamente.
“As ações que utilizam essas ferramentas são segmentadas, voltadas aos heavy users. Hoje é a minoria que sabe usar e se interessa em buscar conteúdo pelo celular. Além disso, há a questão do consumidor de não saber o quanto está pagando por aquilo, já que a cobrança é feito por volume de dados (kilobytes) transferidos”, explica o Presidente da Associação de Marketing Móvel.
Enquanto isso, a Associação de Marketing Móvel do Brasil já prepara o seu próprio código de conduta para o mercado brasileiro, já tendo realizado pesquisas no mercado. “Agora queremos nos aproximar das operadoras. Elas quem devem dar o veredicto final. Mas isso não pode ser algo definitivo, mas sim mutável, que possa aceitas as mudanças que o mercado venha a passar”, aconselha Santucci.

Ministro libera recursos para elaborar projetos


Ministro Luiz Barretto assinou convênio com a governadora Wilma de Faria15/08/2008 - Tribuna do Norte .O ministro do Turismo, Luiz Baretto, anunciou a liberação de R$ 3 milhões para a elaboração dos projetos que o Rio Grande do Norte usará para os recursos do Prodetur Nacional, cuja carta de intenções foi assinada ontem, em Natal. A assinatura foi realizada em um evento no Hotel-Escola Barreira Roxa, onde estavam também a governadora Wilma de Faria, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, outras autoridades e empresários locais.

O dinheiro para elaboração dos projetos, que vão focar em infra-estrutura e qualificação, deverá ser liberado em até 40 dias. “Esse recurso é muito importante para que tenhamos todos os projetos prontos quando o financiamento for liberado, para que possamos aplicá-lo o mais rápido possível”, esclarece o coordenador do Prodetur no RN, Carlos Alberto Medeiros, referindo-se aos US$ 75 milhões (R$ 120,7 milhões) que virão para o estado através do programa.

Diferente do que foi publicado na quarta-feira passada pela TRIBUNA, o documento assinado ontem é a garantia de que o governo federal assumirá integralmente a contrapartida de US$ 30 milhões. Os outros US$ 45 milhões são financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ao Governo do Estado. Os juros e prazos para pagamento ainda estão sendo definidos. “A grande vantagem é que, mesmo pagando esses juros, que são muito baixos, o Estado ganha, porque recebe essa contrapartida, que não tem custos”, diz Carlos.

Antes da assinatura do contrato com o BID, que deverá acontecer em novembro, o RN ainda vai receber três missões de representantes do banco. A primeira será nos dias 15 e 16 do próximo mês. Além dessas visitas , ainda há outras etapas, a aprovação do Senado e da Assembléia Legislativa. Carlos Alberto explica que esse é o trâmite normal e garante que os recursos já estão assegurados.



Benefícios

Os recursos do Prodetur Nacional começarão a ser aplicados em 2009. Serão beneficiados 52 municípios de três pólos turísticos: Costa das Dunas, Costa Branca e Seridó. Esses dois últimos receberão recursos do Prodetur pela primeira vez, pois nas versões anteriores do programa não estavam oficialmente constituídos.

O RN também participou das versões 1 e 2 do Prodetur – nelas, o programa se limitava ao Nordeste; agora se chama Prodetur Nacional porque considera todo o Brasil. Algumas obras das edições anteriores estão em andamento e outras ainda serão licitadas, como a qualificação de 4,2 mil pessoas do Pólo Costa das Dunas, que compreende 18 municípios, de Baía Formosa (Litoral Sul) a Pedra Grande (Litoral Norte). Segundo o titular da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), Fernando Fernandes, esse projeto deverá ter suas atividades concluídas em um ano.

O ministro destacou que o Prodetur visa também melhorar as condições gerais do estado que recebe os recursos, com obras como as de saneamento. “Não há turismo de qualidade onde não há qualidade de vida para os moradores”. Durante seu discurso, ele se comprometeu, ainda, a liberar, até o fim do ano, os R$ 20 milhões necessários à construção da nova estrada para encurtar a distância entre Goianinha e Pipa.

Câmara aprova Lei do Turismo

Durante a cerimônia de ontem, o ministro Luiz Barretto aproveitou a presença do presidente do Senado, Garibaldi Alves, para agradecer pela decisiva atuação que o senador teve na aprovação da Lei do Turismo quando ela esteve no Senado. “Em três dias ela foi votada, um tempo recorde”, lembrou o ministro.

Devido à inclusão de uma emenda - que reduz o valor do teto da multa de R$ 3 milhões para R$ 1 milhão para quem descumprir as normas previstas na lei -, o projeto precisou voltar à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada na noite de quarta-feira passada e segue agora para sanção do presidente da República.

O projeto estabelece a Política Nacional do Turismo, que definirá as atribuições do governo federal nas ações de fomento ao turismo, e cria marcos regulatórios para o setor. Uma das principais mudanças contempladas na lei é a classificação do turismo como atividade econômica, com benefícios fiscais e de crédito para hotéis, meios de hospedagem, agências de turismo e organizadores de feiras e congressos. Outra regra é que hotéis e pousadas só poderão funcionar se estiverem cadastrados no Ministério do Turismo. Empresas do trade turístico, como agências e empresas de transporte, também devem efetuar o registro. Esse banco de dados será atualizado a cada dois anos. “Com a nova lei, uma série de medidas vai beneficiar o setor do turismo no Brasil” disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto, que destacou o empenho do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia e ao colégio de líderes, que possibilitou a votação do projeto no retorno das atividades do Congresso. Para o ministro, a aprovação da lei traz maior segurança jurídica para os investimentos internos e estrangeiros, disciplina e promove o setor, como fator de inclusão social, gerando emprego e renda.