sábado, 3 de maio de 2008

Empresas inovam em busca do consumidor


No ano passado, algumas empresas conseguiram se diferenciar com estratégias e idéias inovadoras. Marcas como SulAmérica, Jornal Destak e Campari representam cases que podem servir de exemplo para empresas pequenas, médias e grandes, seja de qual segmento for.
Com cada vez menos espaço no mercado e mais empresas concorrentes surgindo, é necessário que as empresas e agências desenvolvam grandes idéias para diferenciar o produto, seja no ponto-de-venda, na Internet ou nos meios tradicionais de comunicação. O que as empresas oferecem ao consumidor precisa gerar o interesse dele, ter relevância e desejo de compra.
Radio como estratégia de marketingCom um case inovador, a SulAmérica Seguros ganhou destaque na mídia com a criação de uma rádio somente com informações sobre o trânsito de São Paulo. De acordo com Zeca Vieira, Diretor de Marketing da SulAmérica, a diferenciação de um produto ou serviço não acontece apenas com freqüência e visibilidade ao gerenciar uma marca. “É preciso oferecer uma comunicação que seja relevante e que toqueo coração das pessoas”, afirma em entrevista ao Mundo do Marketing.
Durante 24 horas por dia, sete dias por semana, a Rádio SulAmérica toca notícias sobre as melhores e piores condições do trânsito paulista. A estratégia aumentou o share of mind - lembrança da marca – da empresa em 68%, de acordo com pesquisa da Synovate Brasil.
Com vista nestes cases inovadores cria-se oportunidade para que outras empresas percebam a importância de entregar um produto útil ao consumidor. Relevância é uma tecla fundamental que deve ser ressaltada toda vez que se falar em inovação. Zeca Vieira participa do evento As Grandes Sacadas de Marketing para mostrar o case. “Estamos no caminho certo e oferecendo uma comunicação de qualidade. Participar do evento significa que estamos focados nos resultados de nossas ações de marketing”.
Marketing dentro do copoA Campari é outra marca que teve destaque no cenário do Marketing com campanha integrada que gerou importante performance da empresa no mercado. Todas as ferramentas de comunicação foram integradas no conceito do comercial para a TV. A empresa dedicou os últimos 15 meses na integração das ações de conhecimento da marca através de propaganda, PDV, relações públicas e inovação, além de pesquisa de interesse e necessidade do consumidor.
Mesmo assim, a estratégia só foi aplicada após uma leitura de mercado feita pelo Instituto de pesquisas Nielsen, com consumidores de Campari a fim de entender o que eles estavam pensando sobre a marca. “Percebemos que precisávamos desenvolver atividades além do comercial. A inovação veio com a participação da marca na SPFW – São Paulo Fashion Week 2007”, explica Heitor de Vargas Cavalheiro Neto, Diretor Executivo de Marketing da Campari.
No comercial para a TV, a Campari mostra uma mulher que joga a bebida no vestido de uma amiga. Para o investimento em toda a campanha, a empresa também esparramou R$ 10 milhões no marketing, “molhando” desde o filme da TV até o PDV. “Fizemos a otimização das mídias de forma simples. Até os displays de supermercado estavam em sinergia com a campanha na TV. Toda vez que tivemos contato com o consumidor entregamos a mesma mensagem”, explica Vargas.
Com estratégias direcionadas para o Mobile Marketing em 2009, a grande sacada de Marketing da Campari em 2007 foi conhecer profundamente o seu consumidor, criar inovações em todas as áreas da comunicação e ter ousadia e consistência na comunicação.
Gratuidade e informação como destaqueO Jornal Destak é mais um que teve suas ações reconhecidas. O veículo de comunicação gratuito, com circulação diária de 150 mil exemplares em SP, está presente em estações de metrô, universidades e nos principais cruzamentos de São Paulo além de mais de 600 pontos fixos.
A idéia do jornal surgiu depois que um dos três sócios que viajou para a Europa e percebeu que em cada ponto havia um jornal semanal grátis. A distribuição começou a incomodar os jornais pagos e daí surgiu a proposta de compra e posteriormente a aplicação do veículo no Brasil, em 2004, quando passou a ser diário.
Com distribuição, redação e departamento comercial próprios, o jornal não possui nenhum vínculo com outros grupos de comunicação. “Nossa preocupação é fazer um jornal com a cara do paulista”, diz Cláudio Zorzett, Diretor Comercial e Marketing do jornal Destak em entrevista ao Mundo do Marketing.
Comunicação direcionadaFacilmente encontrado em trens e metros de Portugal, aqui no Brasil os leitores do Destak são geralmente das classes A e B. As estratégias de Marketing que o diário faz envolvem os anunciantes e são realizadas ações pelo menos três vezes na semana. “As ações envolvem o jornal e o anunciante. Promotores vestem a camisa do cliente. A última ação foi feita na distribuição da H2OH”, conta Zorzett. Dentre as ações criadas pelo Destak, está a sobre-capa do jornal com anúncio da marca Pedigree. Durante o Dia do Amigo, o jornal veiculou em sua capa a reprodução do jornal com texto em linguagem de cachorro. “No lugar das frases nas reportagem e manchetes, colocamos Au Au Au Au como uma referência ao cachorro, que é conhecido com o melhor amigo do homem”, conta o executivo.
Para atrair o consumidor, as marcas não medem esforços e nem ações inusitadas. O que vale é trazer o consumidor para perto da marca de forma cada vez mais personalizada. O jornal Destak desenvolveu o projeto Taylor Made que direcionam a comunicação de um produto para um target específico. “Fizemos uma ação para a Net somente para o bairro do Tatuapé e criamos uma sobre-capa para aquela região”, afirma Zorzett.

sábado, 26 de abril de 2008

Associação com a moda aumenta venda de produtos


O conceito de moda deixa de ser aplicado exclusivamente ao vestuário e passa a atingir outros tipos de produtos. Muitas empresas vêm apostando nesse segmento para estimular as vendas e seus produtos, não necessariamente ligados a roupas, calçados, acessórios, ou beleza.
A associação com a moda toma emprestado os conceitos de inovação, diferenciação e exclusividade tão valorizados nesse meio. Afinal, na estratégia de Marketing há sempre o esforço de evitar o estigma de commodity para seus produtos, de forma a fortalecer o desejo do consumidor pela sua marca.
Assim como a moda é um meio de expressão e símbolo de status para muitas pessoas, os produtos que se encaixam neste universo estão ganhando uma importância maior a cada dia ao agregar esses valores.
Atributos como design, tendências, exclusividade e embalagem tornam-se conceitos essenciais para a efetivação de venda entre os consumidores, que passam a exigir atualização constante de seus produtos.
Posicionamento da Suvinil aposta em tendências de coresPercebendo isso, a Suvinil adota desde outubro de 2006 um posicionamento onde o novo slogan "Renovar é Fácil. É só Querer" resume bem a nova direção da marca. A fabricante de tintas optou por trabalhar a sua imagem segundo o conceito de decoração, afastando-se, neste aspecto, do mercado de construção civil.
Toda a estratégia de comunicação da empresa passou a transmitir a idéia da tinta como um item barato, de fácil manuseio e eficiente no trabalho de decoração em comparação com a mudança de móveis, por exemplo. Para isso, a empresa agora trabalha com tintas que seguem a tendência de moda e que se renova a cada 12 meses. Para conseguir se aproximar deste mundo, são feitas pesquisas com expertise internacional utilizando pessoas do meio da moda e da decoração de interiores.
O trabalho é feito em conjunto com uma equipe da Suvinil que conhece e trabalha o estudo de cores no Brasil. A empresa oferece ainda serviços no ponto-de-venda que permite o consumidor preparar no local uma nova cor de tinta a partir da mistura de outras, além de ter acesso a um catálogo informando as mais recentes tendências e cartelas de combinação de cores.
Há ainda estandes onde é possível fazer uma simulação de ambiente para que o consumidor perceba a mudança que acontece com a troca de cores. "Além disso, ele pode levar gratuitamente para casa uma bolsinha de cor, de 200 ml, a ser usada como teste em uma parte da parede para que se tenha uma noção de como vai ficar o ambiente com a nova cor. Assim, o consumidor consegue no PDV e em casa ter uma idéia de como ficará a sua casa segundo as novas tendências", conta Mirian Zanchetta, Gerente de Propaganda e Promoção da Suvinil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
O novo posicionamento foi trabalhado no novo site da marca, inaugurado em 19 de Março deste ano. De perfil de construção, agora tem um visual e conteúdo que remete à decoração. Além de oferecer dicas de arquitetos e decoradores conhecidos, como Marcelo Rosenbaum, há um simulador virtual de decoração. "Essa é a coisa mais inovadora. A ferramenta permite o usuário postar uma foto pessoal do ambiente que quer decorar e testar novas cores virtualmente. Temos ainda um banco de imagens de objetos e móveis que podem ser inseridas na foto. A partir daí, o cliente pode gravar a imagem, imprimir e levar a alguma loja, ou mesmo enviá-la a amigos pela internet. Graças a ele, temos aumentado o número de visitas ao site", diz Zanchetta, que também comemora uma maior venda, já que o consumidor é sempre estimulado a consumir a próxima tendência para não ficar defasado.
Produto como símbolo de statusOutra empresa que vem obtendo bons resultados na associação com a moda há alguns anos é a Motorola. Não é surpresa que há muitos anos o design tornou-se um fator fundamental na decisão de compra de aparelhos celulares. Percebendo isso, a fabricante americana marca presença no São Paulo Fashion Week há cinco anos, expondo seus novos produtos a um público ávido por tendências. "O consumidor de moda e tecnologia são muito parecidos. É um público fashion, que está antenando, quer conhecer e consumir as novidades", conta Andreia Vasconcelos, gerente de branding.
Para Andreia, à medida que o celular torna-se um símbolo de status e acessório de moda, associar-se a esse universo é fundamental para o marketing da empresa. "A preocupação com design e tendências de moda está no DNA da Motorola. Sabemos que o consumidor está exigente e quer se diferenciar. Por isso nos aproximamos da moda e suas tendências em nossa estratégia. E o retorno em awareness e branding vem sendo positivo.", completa em entrevista ao Mundo do Marketing.
Qualquer marca que quiser passar uma imagem de inovação, vanguarda, renovação ou exclusividade pode colher benefícios com essa associação, segundo Sérgio Garrido, professor do curso de Marketing de Moda da ESPM-SP. "Em principio, várias categorias podem se aproveitar da moda do momento. Até em apartamento. Tinha uma época em São Paulo que só vendia-se apartamento com lareira. Hoje, a moda é terraço com churrasqueira", conta ele.
Parceria com marcas de modasAs empresas podem ainda utilizar um nome para agregar em seus produtos. É caso da Motorola, que, além de vender aparelhos com design sofisticados e diversas opções de cores, chegou a vender uma edição limitada de aparelhos celular que levava a marca Dolce & Gabbana. A “coleção” vendeu todas as duas mil cópias disponíveis no dia de seu lançamento, na Itália.
A fabricante também lançou uma edição limitada de aparelhos com design desenvolvidos pelo estilista Alexandre Herchovitch. O expoente da moda também foi chamado pela FIAT para criar uma linha de roupas que levou o nome da marca e decorou o modelo Punto, exibido no último São Paulo Fashion Week, em janeiro.
Já a Nestlé fez uma parceria com a rede de lojas Iódice e distribuiu uma edição limitada do seu Suflair Dark para quem comprasse algum produto nas lojas. Essa é uma das abordagens que são estudadas na ESPM: a moda como meio de comunicação para divulgar a marca e os produtos de uma empresa.
Outra tática utilizada pelas empresas é criar produtos de edições limitadas, que podem ser substituídos por outros produtos semelhantes, mas nunca diferentes. Isso estimula a compra, já que oferece um diferencial para o consumidor que não se verá em outra época. "Essa é uma experiência que o pessoal que fabrica sabonete, toalhas e alimentos, por exemplo, desconhece. Os produtos, muitos ainda pensados como feitos "para sempre", sem renovação, hoje são cada vez mais renovados e ligados em tendências para estimular a venda, já que o produto que mais pode vender é aquele que combine com a moda do momento", explica o professor Garrido.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Menos de 5% das agências promocionais buscam Selo de Qualidade



O projeto de certificação das agências de Marketing Promocional está transcorrendo da forma como o presidente do conselho da Ampro – Associação de Marketing Promocional –, João Carlos Zicard, previu: difícil. Das 179 agências associadas à entidade que podem participar do processo, apenas oito já iniciam os trabalhos. Outras oito manifestaram o interesse.
O Selo de Qualidade da Ampro é realizado em parceria com a empresa suíça SGS ICS Certificadora e tem como critérios de avaliação aspectos como capacitação técnica, estrutura e qualidade comprovada das ações realizadas em áreas como promoção, incentivo, relacionamento, eventos e web promotion.
A Ampro não divulga quais são as agências que estão participando do processo de auditoria. Para Zicard, o fato de ter menos de 5% de adesão era esperado. “Sabia que seria difícil”, afirma em entrevista ao Mundo do Marketing. Faz parte do processo de certificação a anuência do cliente. As agências que passarem pela auditoria da SGS terão ainda que obter a indicação de qualidade por parte de seus contratantes.
De acordo com Zicard, o baixo número de adesão mostra uma realidade do mercado. “O processo pode ser caro e complicado para quem não estiver preparado, mas será que tem agência que com medo de mostrar que o cobertor não é quente?”, pergunta o presidente do conselho da Ampro. “Se o processo fosse fácil não teria valor”, completa.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Google é a marca mais valiosa do mundo


O Google é a marca mais valiosa em todo mundo pela terceira vez consecutiva. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Millward Brown, agência especializada em pesquisa e consultoria de Marketing, que elaborou um ranking de 100 empresas. Juntas, as marcas valem 1.94 trilhões de dólares.
O estudo BrandZ baseou-se em dados financeiros e entrevistas com mais de um milhão de consumidores em todo o mundo. O Google foi avaliado em US$ 86,1 bilhões, número 30% maior em relação ao ano passado. Outras empresas no topo da lista são a General Eletric (GE), em segundo lugar, registrando US$ 71,4 bilhões - cifra 15% maior que no ano passado-, e a Microsoft na terceira posição, com USS$ 70,1 – um aumento de 29%.
A Milward Brown destaca o fortalecimento de marcas asiáticas, que juntas valem US$ 111 bilhões e o crescimento de empresas do setor de tecnologia, que são representadas por 28 marcas na lista. A agência também cita a importância de mercados emergentes e aponta marcas a serem observadas no futuro, entre elas as brasileiras Brahma, Petrobras e Bradeco.

Disney no Brasil: conheça a dimensão deste negócio mágico no país




Como uma das maiores marcas do mundo, não é surpresa observar a Disney atuando em diversas linhas de negócios. O cinema pode ser a primeira coisa que vem à cabeça ao lembrarmos da empresa, mas outras áreas como o licenciamento de produtos, canais de TV e jogos também são outros pontos fortes da organização. Um bom exemplo é o Disney Channel, que desde o fim do ano passado ocupa a liderança absoluta em audiência na TV paga.
A Walt Disney Company chegou ao Brasil na década de 1950, quando, em parceria com a Editora Abril, iniciava as suas publicações com as histórias em quadrinhos. Com o grande sucesso de venda de gibis como O Pato Donald, até hoje apontado como grande responsável pela ascensão inicial da editora, outros quadrinhos Disney eram publicados e os primeiros produtos licenciados chegavam ao varejo.
Em 1961, a Disney ganhou a primeira representação de produtos de consumo, através de um escritório particular que representava a empresa. A partir de 1995, a Disney abriu seus próprios escritórios na América Latina, o que inclui um no Brasil, em São Paulo. Hoje, ele tem o papel de centralizar e administrar as atividades regionais da organização no país, sempre em sintonia com o escritório argentino, em Buenos Aires, que coordena a operação em toda a América Latina. Os outros escritórios na região são no Chile, México e Venezuela.
O escritório brasileiroO escritório em São Paulo gerencia todas as linhas de negócio no Brasil, como cinema (sob o selo Miravista), DVDs e Blu-ray, internet, mobile, games, canais de TV por assinatura, publicações e a área de produtos de consumo. A importância do mercado brasileiro para a Disney varia dependendo da linha de negócio, "Mas, fazendo uma média, o Brasil é muito importante para a Disney no momento, até mesmo porque é um mercado que vive uma boa situação econômica e tem grande potencial de crescimento", conta Herbert Greco, Diretor de Marketing da Disney Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Por aqui, a parte de produtos licenciados é a que mais chama atenção, agregando brinquedos, vestuário, papelaria, e diversos outros tipos de artigos. Personagens clássicos como Mickey, Pato Donald e Pateta são alguns dos mais licenciados, mas o que mais vende depende do sucesso do momento. Atualmente, o High School Musical é a marca que mais vende produtos, mas, no lançamento de um novo filme no cinema, também há uma forte procura de produtos com o tema.
O interesse do consumidor brasileiro pela Disney também é percebido com o alto número de brasileiros que visitam seus parques todos os anos. O Brasil era o terceiro maior país em número de visitantes nos parques Disney na década de 1990. Entretanto, a então desvalorização do real e os ataques terroristas em Nova York afastaram um pouco os brasileiros, caindo para o quinto lugar. Mas, com o recente cenário econômico brasileiro fortalecido e a valorização do real, este número volta a subir.
Possíveis parques e lojas no Brasil são tratados em sigiloNo ano passado, 332 mil turistas brasileiros passaram por um dos parques Disney, atrás do Reino Unido, Canadá e México, segundo a Travel Industry Association of America. Apesar disso, Herbert Greco não acredita em um potencial parque Disney no Brasil em médio prazo. "A Disney sempre tratou a abertura de um novo parque no maior sigilo. Portanto, mesmo que soubesse, não poderia falar", diz.
A possível abertura de uma loja da Disney no Brasil também parece ser tratada com sigilo. A marca chegou a organizar uma loja temporária na quarta e quinta edição do mega centro de compras Super Casas Bahia, evento temporário da rede varejista que acontece todo fim de ano, em São Paulo. Apesar da experiência, reunindo produtos de consumo com o perfil daquele evento, Herbert afirma que a empresa não tem planos de abrir uma loja fixa.
No trabalho de divulgação de seus produtos, a Disney adota uma mecânica que utiliza suas diversas linhas de negócio. A venda de espaço publicitário em seus canais de televisão, por exemplo, não se limita apenas a alguns segundos. O anúncio, na verdade, faz parte de um pacote oferecido pela empresa em que, através de uma mesma oferta comercial, possa gerar não apenas a venda de anúncios na TV, mas também mídia on-line em seus sites, conteúdos para mobile, games e até oportunidades de licenciamento. Toda essa estrutura de forma sinérgica dentro do negócio da empresa atua de forma a utilizar a força de vendas de seus canais - ESPN, ESPN Brasil, Jetix e Disney Channel - em favor da Walt Disney Company.
O sucesso do Disney ChannelO Disney Channel é o principal entre eles. A empresa comemora a liderança na TV por assinatura, tirando, desde dezembro, o primeiro lugar do Cartoon Network, que ocupou o posto durante anos. A posição de líder na audiência já era realidade em outros países da América Latina, só faltava o Brasil. O canal tem uma programação voltada à crianças e adolescentes e surgiu há oito anos no segmento premium, sendo exclusivo da hoje extinta DirectTV, atual Sky.
Há quatro anos, porém, o Disney Channel tornou-se disponível em outras operadoras e, com a popularidade de séries e filmes como Hannah Montana e High School Musical, houve um significativo aumento na audiência. "Isso vem nos ajudando na penetração das propriedades que lançamos e divulgamos no canal, pois além do canal ser um negócio importante, ele ajuda a repercutir outros negócios.
Divulgação em PDVOutra tática adotada pela Disney Brasil para a divulgação da marca e de seus produtos é promover atrações em ponto-de-venda, através de áreas de entretenimento, como acontece comumente em diversos shopping centers. A empresa realiza suporte para eventos de entretenimento em épocas como volta às aulas ou lançamento de um filme para divulgar os seus produtos.
"É comum nos ligarem sugerindo idéias e perguntando preço. Mas não alugamos personagens. O que fazemos é entrar em contato com shoppings centers oferecendo uma parceria, em que cobramos apenas custo de montagem ou mais algum investimento que venha a ser incluído para divulgação da atração", conta Greco ao site.
Nesse e outros trabalhos de divulgação, a empresa opta por realizar ações de Marketing e publicidade voltadas à família, preservando mensagens alegres e positivas. "Pode até ter humor, mas voltado à alegria, não piadas. Essa é uma dificuldade que temos ao trabalhar com agências novas, pois é comum utilizarem o humor a qualquer preço", relata o Diretor de Marketing.
O investimento em Blu-RayOs filmes Disney também são outro destaque, com os sucessos de bilheteria e vendas de DVDs. Em dezembro do ano passado, a Disney começou a lançar algumas de suas produções em formato Blu-Ray, que consolidou-se como o sucessor do DVD. Em dezembro, chegaram a caráter experimental títulos como Piratas do Caribe, Carros e outros sob o selo Buena Vista, como “Todo Mundo em Pânico 4” e “A Outra Face”.
O foco está nos usuários ávidos por novas tecnologias, visto que o preço de um aparelho de Blu-Ray, assim como do próprio disco, ainda é alto para os padrões brasileiros. "Hoje é fácil falar, mas sempre acreditamos que o diferencial técnico do Blu-ray em relação ao HD-DVD nos dava uma vantagem competitiva muito grande. O retorno financeiro ainda é muito baixo, sabíamos que seria assim", afirma o Diretor de Marketing, que falou ainda que futuramente estuda reduzir o preço para facilitar o acesso ao produto, que hoje chega a custa mais de R$ 100,00.
Atualmente, a empresa começa a produzir o primeiro filme brasileiro com a marca Disney. Apesar de atuar há alguns anos no cinema brasileiro sob o selo Miravista, a marca vez investe pela primeira o seu nome em um longa metragem nacional. Trata-se da versão brasileira do sucesso High School Musical. Por enquanto, o projeto está em fase de seleção de atores/cantores, que pode ser acompanhada através do programa "High School Musical: A Seleção", exibido no SBT e Disney Channel.
Outros países da América Latina também estão produzindo suas versões da franquia. Outra novidade que deve surgir no Brasil é um novo espetáculo da Disney. Após uma passagem por Rio e São Paulo no ano passado, depois de uma ausência de vários anos no país, o "Disney On Ice" deve novamente entrar em turnê em todo o Brasil no segundo semestre de 2008 e no primeiro de 2009.
A Disney reuniu todas essas linhas de negócio em um evento exclusivo, realizado anualmente há dois anos. O Expo Disney é uma feira aberta a executivos que desejam fazer negócios com a Disney no Brasil, onde a companhia expõe diversos novos produtos presentes no mercado e outros que ainda virão, como os futuros lançamentos no cinema. Segundo Herbert Greco, a próxima edição está prevista para a primeira semana de agosto. "Chamamos parceiros para fazer negócios em todas as linhas, não apenas produtos de consumo. O nosso objetivo é passar a dimensão da marca Disney ao mercado, mostrando como ela é presente, importante e impactante e como podemos gerar negócios aos nossos parceiros", explica ele.

Análise SWOT ( Um dos temas mais abordados em concursos voltados para a área administrativa)




A Análise SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário (ou análise de ambiente), sendo usado como base para gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa, mas podendo, devido a sua simplicidade, ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional.
A Análise SWOT é um sistema simples para posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. A técnica é creditada a Albert Humphrey, que liderou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista Fortune das 500 maiores corporações.

Diagrama SWOT
O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês, e é um acrónimo de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).
Não há registros precisos sobre a origem desse tipo de análise, segundo HINDLE & LAWRENCE (1994) a análise SWOT foi criada por dois professores da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen. Por outro lado, TARAPANOFF (2001:209) indica que a idéia da análise SWOT já era utilizada há mais de três mil anos quando cita em uma epígrafe um conselho de Sun Tzu: “Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU, 500 a.C.) Apesar de bastante divulgada e citada por autores, é difícil encontrar uma literatura que aborde diretamente esse tema.
O caminho mais indicado para entender o conceito da análise SWOT é buscar diretamente sua fonte: The concept of corporate strategy, do próprio Kenneth Andrews. Porém, uma leitura superficial dessa fonte frustra os mais afoitos por definições precisas e modelos práticos, pois o autor não faz nenhuma referência direta à análise SWOT em todo seu livro.

[editar] Aplicação prática

Análise SWOT
Esta análise de cenário se divide em ambiente interno (Forças e Fraquezas) e ambiente externo (Oportunidades e Ameaças).
As forças e fraquezas são determinadas pela posição atual da empresa e se relacionam, quase sempre, a fatores internos. Já as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos.
O ambiente interno pode ser controlado pelos dirigentes da empresa, uma vez que ele é resultado das estratégias de atuação definidas pelos próprios membros da organização. Desta forma, durante a análise, quando for percebido um ponto forte, ele deve ser ressaltado ao máximo; e quando for percebido um ponto fraco, a organização deve agir para controlá-lo ou, pelo menos, minimizar seu efeito.
Já o ambiente externo está totalmente fora do controle da organização. Mas, apesar de não poder controlá-lo, a empresa deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência, de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. Evitar ameaças nem sempre é possível, no entanto pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las, minimizando seus efeitos. A Matriz SWOT deve ser utilizada entre o diagnóstico e a formulação estratégica propriamente dita.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Mercado automotivo: Marketing ajuda na diferenciação


O mercado automotivo e o consumidor brasileiro sabem que a principal razão para o aumento nas vendas de automóvel é o reflexo da facilidade de conseguir crédito no país. O mercado automotivo aplaude e, conseqüentemente, as indústrias que atuam nele vibram também. Com o momento favorável para as vendas, surge a pergunta: Como as empresas do setor automotivo estão fazendo para se diferenciar e conquistar o consumidor?
Baseada nesta questão, a TNS Interscience desenvolveu um estudo para saber qual é o desafio, as características e as estratégias usadas pelas companhias e indústrias do setor automotivo, para vender os seus produtos. A pesquisa informa sobre os diferentes tipos de mercados que precisam ser analisados e estudados separadamente.
A venda de automóveis vem crescendo a mil por hora no Brasil. O aumento da produção e venda de carros fez surgir a dúvida se no Brasil tem ruas suficientes para comportar tantos carros. Tecnologia e marketing estão caminhando juntos pelos corredores das montadoras e lojas para oferecer a melhor comunicação, serviços e cada vez mais experiências para conquistar o consumidor.
Mercado X MercadoO estudo da Interscience foi desenvolvido para entender as estratégias de empresas na França e na Índia, para se diferenciarem da concorrência e saber o que funciona para influenciar o consumidor na escolha de uma marca. De acordo com Daniel Cortez, Gerente de Negócios da TNS Interscience, o investimento em estratégias de marketing das empresas do mercado automotivo, precisa ser baseado nas características do mercado. “O investimento é diferente em mercados maduros, como a França, e não-maduros, como na Índia”, diz Cortez.
O executivo se refere aos mercados maduros e não-maduros porque o consumidor é impactado de forma diferente em países com economias e culturas distintas. Segundo o estudo, na França o principal ponto de contato com o consumidor é o test-drive e a indicação. Através de testes ou recomendações de amigos e parentes, o consumidor faz a escolha pela marca. Na Índia já é diferente. Lá a mídia de massa é fundamental para os consumidores na decisão de compra de um carro.
Com visível discrepância entre mercados automotivos de países emergentes e desenvolvidos, é preciso avaliar com cuidado cada reação do consumidor com relação aos pontos de contato da marca. “Cada mercado tem que ser enxergado de forma diferente. Por isso, as montadoras não podem fazer estratégias globais”, explica Daniel Cortez em entrevista ao Mundo do Marketing.
Diferenciar é saber atingirPara destacar a sua imagem com estratégias de Marketing a Honda não faz investimentos astronômicos e mesmo assim atinge o seu consumidor de forma relevante. Diego Fernandes, Gerente de Marketing da Honda Automóveis, sabe que é difícil se diferenciar neste setor porque outras empresas investem mais.
O foco da Honda em comunicação com o consumidor é a diferenciação. Estar próxima do consumidor e o baixo investimento em varejo são os focos do Marketing assim como o posicionamento da marca. O principal é diversificar o investimento. “Não falamos apenas do carro, mas de liberdade, estilo e posicionamento, valores que se transferem ao consumidor”, afirma o executivo.
Com investimento que não chega a ser 1.0, mas que também não está em um nível 4x4, a Honda direciona a comunicação para títulos e outros meios específicos para chegar ao seu público. Há dois anos a marca investe em campanhas on-line que não se resumem a publicidade. “Na Internet, investimos no conteúdo do portal e na interatividade com o consumidor. Desenvolvemos um site para cada produto com a intenção de aproximá-lo do consumidor”, conta o Gerente de Marketing da Honda Automóveis. Além da web, que ocupa 10% do investimento em marketing da montadora, o executivo ressalta o Trade como um dos principais pontos de contato entre a Honda e seus consumidores.
Crescimento mundial e novas influênciasO aumento nas vendas de automóveis não aconteceu somente no Brasil. De um ano pra cá, outros mercados também passaram a quinta marcha em termos de crescimento de produção e vendas. “No Brasil o boom não é só por demanda, mas também pela facilidade de crédito. No mundo, o que motiva este aumento são os nascimentos de novos players como a China e a Índia. Isto gera crescente informação sobre o mercado”, avalia o Gerente de Negócios da TNS Interscience.
O principal combustível para influenciar o consumidor no mercado automobilístico varia de acordo com a marca, o produto, e muitos outros atributos que são oferecidos. Na Honda, o test-drive gera uma experiência ímpar ao consumidor, coisa que o anúncio impresso ou a TV não transmite. Segundo Fernandes, o test-drive da Honda é uma das ferramentas mais importantes para o relacionamento com o consumidor. “É tão expressivo que 100% das concessionárias disponibilizam o teste. Isto faz a diferença e é fundamental para a marca”, diz.
Ações promocionais ou de relacionamento podem ser mais eficientes do que campanhas em mídia de massa. Os veículos de grande alcance são vistos pelo departamento de marketing da Honda como um impulso para as vendas. Porém, esta mídia não é o carro-chefe da montadora. “A mídia de massa é um reforço de comunicação e de vendas, mas não a usamos toda hora. Só quando é um grande lançamento ou campanha para aumentar as vendas”, esclarece Diego Fernandes, da Honda.
Momento favorável para marcas e pesquisasO mercado automotivo só é diferente dos outros se avaliarmos o produto final que é comercializado. De acordo com Daniel Cortez, da TNS Interscience, o fundamental para que as empresas prosperem é entender o mercado automotivo, assim como entendemos os outros mercados do varejo.
O cenário atual não é o que as indústrias estão acostumadas, mas gera conforto ao departamento de marketing. A concorrência fica menos agressiva já que todos estão vendendo e é essa a hora de dar mais qualidade à mídia, menos foco no varejo e mais na marca. “O mercado está aquecido, mas não será assim pra sempre”, conta Fernandes em entrevista ao site.
O estudo da TNS não contou com o Brasil, mas o mercado automotivo brasileiro passa por um momento onde é preciso descobrir como atingir o público. As marcas hoje usam diversos contatos com o consumidor como, por exemplo, os lançamentos virtuais de automóveis. “As marcas estão usando tudo o tempo todo. O momento é de olhar e pesquisar”, conta o Gerente da Interscience.
Consumidores e estratégias diferentesPodemos avaliar que vender automóveis no Brasil é uma tarefa fácil hoje em dia? Não. Qual o cuidado que é preciso ter se o mercado é favorável? Sabemos da diferença e do cuidado que se deve ter para comunicar produtos ao consumidor cujas diferenças não estão apenas no comportamento deles. Com o cenário automotivo aquecido, é preciso cuidado para não cair nos buracos da segmentação tanto para o masculino quanto para o feminino.
É fato que na Honda os homens são maioria na procura pelos modelos Civic e Accord. Já o Honda Fit, tem mais de 50% das vendas realizadas ao público feminino. Para alcançar a imparcialidade a marca acredita que a comunicação de massa tem que ser neutra e saber atingir o consumidor certo, com o veículo certo.
“Para falarmos sobre o motor do nosso produto, veiculamos na revista 4 Rodas. Quando queremos ressaltar a transmissão automática, colocamos na Revista Claudia. Temos a intenção de tentar atender da melhor forma o anseio dos consumidores”, aponta Fernandes.