domingo, 14 de dezembro de 2008

Consumidores compram menos, mas se esforçam para manter status




A crise mundial pode estar reforçando a atitude do consumidor em países desenvolvidos em preterir algumas categorias às quais não ignoravam em favorecimento de outras. É o chamado “trading up” e “trading down”, conduta que a The Boston Consulting Group (BCG), consultoria em estratégia e gestão empresarial, analisa regularmente há alguns anos em 14 países, quatro deles emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China.
O “trading up” consiste na tendência do comprador por pagar preços mais elevados por produtos com maior valor agregado. Esse tipo de compra movimentou nos Estados Unidos, em 2006, US$ 735 bilhões - ou 21% do consumo total naquele ano. Por outro lado, o “trading down” é a prática de pechinchar em outros segmentos de bens e serviços para compensar o gasto maior em outros, sendo responsável por US$ 1,2 trilhão em compras dos americanos – 51%.
Esses dados levaram as companhias com produtos fora dessa tendência, ou seja, sem produtos com valor agregado ou preço atraente, a se espremerem em um buraco negro cada vez mais estreito: se em 2004 respondiam por 51% do consumo nos Estados Unidos, o número baixou para 46% em 2006.
Comportamento é reflexo de conjuntura sócio econômicaPara entender melhor esse comportamento e servir como referência às marcas, a BCG entrevistou 21 mil consumidores sobre 117 categorias de produtos e traçou o seu comportamento em relação a gastos diários e relação com a natureza, moradia e energia.
O levantamento reforçou a consolidação dessa tendência, que seria guiada de acordo com a conjuntura sócio-econômica global, incluindo aumento da qualidade de vida e educação, a influência da mulher no trabalho e o crescimento do varejo focado em preço baixo.
As categorias escolhidas para o “trading up” são aquelas que agregam maior valor emocional e que os caracterizem dentro da sociedade, expressando seu estilo pessoal. Para isso, são preferidos produtos que continuamente agreguem inovação e alta diferenciação, com a maior parte dos entrevistados escolhendo uma ou duas categorias para essa prática, de forma a transparecer ostentação.
Pesquisa ordenou conceitos de valor dos consumidoresPara compensar o luxo, os consumidores gastam menos em outras categorias não apenas por uma questão de economia, mas também de consciência, já que se vêem gastando sabiamente e sem exageros. As categorias escolhidas pelos consumidores nessa tendência diferem de região para região. Na China, Japão e Russia, fast-foods e lanches então entre os mais citados, enquanto que nos Estados Unidos e Europa, além da própria nação nipônica, são bastante citados serviços postais e de telefonia celular.
O estudo separou os atributos de um produto em ordem de agregação de valor. O menos valorizado, curiosamente, é o preço, seguido de conveniência, embalagem, qualidade, design, entre outros quesitos inerentes ao produto em si. Em seguida vêm a segurança reforçada pela marca do produto, sua consistência e serviços de pós-venda. Já os conceitos mais valorizados são os intangíveis, como sensação de status e influência, seguidos do valor integrado do ponto-de-venda e ações de Marketing no momento da compra.
Crise reforçará o “trading down”Os países emergentes diferem dos países desenvolvidos quanto à propensão de gastos. Enquanto que europeus, japoneses e americanos estão privilegiando compras de “trading down”, os chineses, indianos e russos estão privilegiando compras de “trading up”. O Brasil, por sua vez, se destaca na primeira tendência, o que pode ser explicado, segundo a Boston Consulting Group, por uma preocupação dos brasileiros em relação à economia instável do país, além da preferência por comprar em promoção.
Com a crise, os consumidores se dizem preocupados com a redução do poder de compra, como afirmam mais de 60% dos entrevistados na Europa e no Japão e 44% na Rússia, por causa do aumento no preço dos alimentos e dos combustíveis. Levando isso em conta, a BCG acredita que a prática do “trading down” seja ainda mais reforçada, já que os consumidores vão precisar comprar menos, ao mesmo tempo em que não querem perder status na sociedade.

Pré-sal atrai novos investidores


Marcello Casal /ABr PETROBRAS - Lobão disse que os chineses ofereceram US$ 10 bilhões para investimento na exploração do pré-sal14/12/2008 - Tribuna do Norte Brasília - Chineses, árabes e até as reservas internacionais brasileiras são candidatos a financiar os investimentos da Petrobras na exploração do óleo no chamado pré-sal. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que os chineses ofereceram US$ 10 bilhões. Os Emirados Árabes também acenaram com recursos de seu fundo soberano. Se necessário, acrescentou Lobão, parte das reservas internacionais brasileiras poderão ser emprestadas à Petrobras. “É uma possibilidade. É uma decisão do governo. Se a Petrobras, um dia, vier a precisar, socorreremos com essas reservas. Elas estão lá, paradas”, disse. “Há essa intenção. São reservas que estão lá, à nossa disposição, e que podem ser sacadas a qualquer momento.” Ele assegurou que o volume utilizado não colocaria a economia brasileira em risco. Nos bastidores, Lobão vem defendendo o uso das reservas para financiar o pré-sal desde antes do agravamento da crise internacional, que tornou o crédito mais escasso e caro. A idéia não encontra consenso na área econômica. Porém, segundo o ex-diretor financeiro da Petrobras e ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas, ela não é ilegal nem inédita. No final dos anos 1980, a estatal tinha dificuldades em obter dólares para importar petróleo, como reflexo da moratória brasileira de 1987. Para resolver a situação, o BC passou a aplicar parte das reservas nos estatais Banco do Brasil e Banespa, que por sua vez aplicavam os recursos em títulos de dívida emitidos pela petrolífera no exterior. O ministro disse que os estudos técnicos sobre o novo marco regulatório do petróleo, com vista à exploração do pré-sal, estão prontos. Lobão disse acreditar que o plano estratégico da Petrobras será divulgado ainda este ano. “A Petrobras tem um planejamento de US$ 113 bilhões (de investimento). É um planejamento que se atualiza ano a ano”, disse. “Para surpresa dos senhores, até pode ser um planejamento mais alentado, com recursos mais elevados.” A revisão do preço dos combustíveis, disse Lobão, só será feita quando a cotação do petróleo se estabilizar. “Quando o (preço do) petróleo aumentou desordenadamente para US$ 145,00 o barril, não houve elevação do preço aqui. Portanto, quando baixa, agora, é preciso que se tenha calma, para que a Petrobras examine com cuidado esses números todos”, afirmou.Revisão só com petróleo estávelBrasília - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que só será possível pensar em uma revisão dos preços dos combustíveis no Brasil em razão da redução do preço internacional do petróleo quando este se estabilizar. “Quando o (preço do) petróleo aumentou, desordenadamente, para US$ 145,00 o barril, não houve elevação do preço aqui. Portanto, quando baixa, agora, é preciso que se tenha calma, para que a Petrobrás examine com cuidado esses números todos”, afirmou Lobão. A cotação internacional do petróleo, na semana passada, esteve em torno de US$ 41,00. O ministro disse acreditar que chegará um momento em que o preço se estabilizará. “É nesse momento que a Petrobrás terá que se manifestar. Mas, enquanto o preço estiver subindo e descendo, é cedo. Além do mais, os preços aqui não sobem há três anos. Por que baixar agora?”, disse o ministro. Ao ser lembrado de que, no ano passado, houve aumento no preço dos combustíveis no País, o ministro afirmou: “No ano passado, não foi aumento. Foi uma pequena compensação, e o consumidor sequer pagou.”

domingo, 12 de outubro de 2008

O que a crise tem a ver com você



12/10/2008 - Tribuna do Norte Vinícius Albuquerque - Repórter
Enquanto especialistas de todo mundo tentam iluminar o escuro buraco que se formou na economia mundial e enxergar o fundo de uma crise que afeta bolsas de valores e caixas de governo, o consumidor comum torce o nariz diante das notícias que parecem ter pouco a ver com ele. Porém, apesar de declarações negando que o Brasil sofreria com a recessão, ela já chegou ao país. E não atingiu só na Bovespa (a bolsa de valores de São Paulo, a maior da América Latina); está no dia-a-dia, mais perto do que se pode imaginar. Do pão francês com margarina do café-da-manhã, passando pelo carro financiado e até mesmo na viagem de férias, todo o consumo pode sofrer as implicações das mudanças que se anunciam.O presidente Lula até tentou tirar o Brasil do jogo mundial da globalização: “Crise? Pergunte ao Bush”, afirmou em uma de suas entrevistas. Em seguida, afirmou que os efeitos no país seriam “quase imperceptíveis”. Por fim, declarou que a crise era “séria e profunda”. O economista Zivanilson Silva, especialista na área de globalização, condena a postura: “Não se pode dizer que o Brasil está blindado da crise internacional”. Ele explica que o país será sim influenciado pela recessão mundial. E os problemas chegam ao consumidor comum – aquele que não investe em ações, mas que está atento ao preço do feijão na prateleira do supermercado - embora ele não perceba ou não relacione alguns acontecimentos com a conjuntura internacional.Silva explica que o primeiro afetado será o crédito, o que de fato já está acontecendo. Isso atinge principalmente as compras de eletrodomésticos, imóveis, veículos e outros produtos que explodiram em consumo nos últimos meses graças ao “milagre econômico”. Outra mudança é com relação aos prazos das prestações. “A quantidade de parcelas começam a ser cada vez menores para evitar riscos”. Os juros também estão aumentando, fator que tem sido percebido, principalmente, no comércio de automóveis.Mesmo assim o diretor regional da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave RN), Tomás Filho, diz que ainda é cedo para fazer qualquer análise. “O mercado ainda está especulativo, tem muita coisa acontecendo e as pessoas têm muito medo do que vem pela frente”. Segundo ele, alguns bancos já subiram a tabela de juros que atualmente são praticados de 1,6% a 2% ao mês. As prestações passaram de 72 para 60 meses. “Isso já vinha acontecendo há uns quatro meses, por reflexo de outras situações. Não sabemos dizer quais serão os efeitos daqui há duas semanas”.
DólarDurante meses seguidos, a moeda americana em baixa viveu uma depreciação em relação ao Real. O dólar chegou a patamares abaixo de R$ 1,70 provocando euforia de compras de importados que ficaram com preços mais baratos. Porém, a festa do consumo acabou há algumas semanas. O câmbio voltou a subir e, na data de fechamento desta edição, chegou a R$ 2,30.Por isso, quem quer comprar artigos como MP3 players e notebooks precisará correr se quiser encontrar produtos ainda com um bom preço. Não se sabe em quanto tempo, mas os importados fatalmente voltarão a subir.O abalo não será apenas nos eletrônicos. Alimentos comuns no dia-a-dia poderão ter variações positivas de preço. É o caso do pão francês e a margarina, visto que 50% do trigo consumido pelo país – matéria-prima destes dois produtos - é importado. Os moinhos já deram sinais de preocupação esta semana, mas a representação local do Sindicato da Indústria de Panificação no Estado (Sindipan RN) diz que ainda é muito prematuro para falar em alterações no preço. “O setor vive um momento de instabilidade. Com a crise monetária internacional e a alta do dólar, vários insumos da panificação devem sofrer reajustes. Não sabemos até quando essa situação irá se prolongar, por isso devemos nos preparar para superar esses desafios”, informou o presidente da entidade, Evandro Galdino, através de sua assessoria de imprensa.Clima é de incertezas, dizem especialistasMesmo observando que a crise já está presente e provoca mudanças no cotidiano de compras, o economista Zivanilson Silva explica que é ainda não é possível prever quando chegaremos ao fundo da crise. Ou seja, este momento que já assusta os mercados pode não ser o pior. “Podemos chegar a uma recessão semelhante a de 1929”, cita lembrando a quebra das bolsas de Nova York que, de tão marcante, virou assunto hoje dos livros de História.O consultor Renato Garcia, da RGarcia Consultoria, também destaca que este é um momento de incertezas. “Não é possível prever até onde a crise se estenderá. Na verdade, só há uma certeza neste momento: todas as previsões se mostrarão erradas”. Ele explica que, a razão para que tudo ainda esteja em um campo obscuro, é que as medidas tomadas pelos governos e bancos centrais mundiais levarão tempo para surtir efeito. “Como essa crise é inédita, ninguém realmente sabe quanto tempo levará”.Ele faz também outra análise sobre o efeito para os empresários. “O crédito será afetado pela escassez de dinheiro na praça e pelo alto custo desse dinheiro. Portanto, com o crédito para o consumo mais escasso e caro, as vendas cairão trazendo as conseqüências previsíveis”.
CuidadoRenato recomenda ao consumidor cautela. “Esta postura é sempre a melhor nesse momento. Novos endividamentos são desaconselháveis, mas os investimentos previstos não devem ser revistos até que o cenário econômico geral fique mais claro”.Zivanilson Silva também orienta um caminho de prudência. Para quem gostaria de financiar um carro ou comprar um produto a prazo, ele sugere uma boa entrada, para reduzir as prestações que já ficarão altas com a diminuição do número de parcelas.Alimentos sofrerão com a criseObservar o andamento dos preços nas prateleiras do supermercado pode ser um bom exercício para quem quiser evitar que a crise econômica atinja o orçamento familiar. A repercussão dos problemas mundiais ainda não foi observada de maneira explosiva no varejo, mas pode chegar nas próximas semanas. Para o diretor comercial da Rede Mais, Eugênio Medeiros, se houverem as alterações nos preços poderão vir em cerca de 30 dias.“Por enquanto, não observamos nenhuma mudança e nem sabemos se ela virá. Pessoalmente, acredito que haverá uma repercussão”, declara. Medeiros explica que, pelo fato do setor trabalhar com estoques, a alteração não deve ser súbita. Um ponto importante que deve ser observado é que os produtos da cesta básica – segundo pesquisa do Procon Municipal – vêm aumentando nas últimas semanas e já acumulam alta de 2,18% em 30 dias.Porém, Eugênio Medeiros argumenta que o fenômeno da alta dos produtos não é de hoje. “Há uma crise dos alimentos mundial onde faltam produtos como soja, trigo e arroz, por exemplo. As produções não acompanham o consumo e preço sobe. O que estamos vendo é que, com o problema nos Estados Unidos, isso pode continuar”.Ele revela que nesta semana, os fornecedores já sinalizaram com aumentos no preço da carne. O reajuste já era esperado, mas o diretor comercial da Rede Mais declara que não é possível avaliar até onde a mudança tem ligação com a crise. Entretanto, ele é categórico: “a não ser que o mercado se recupere rapidamente, como os governos estão esperando, os alimentos vão sofrer”.
Comércio exteriorO efeito mais imediato deve vir para os produtos importados. O empresário anuncia que, se a situação se prolongar, provavelmente a mesa da ceia de Natal estará mais cara este ano. Itens como bacalhau, vinhos, azeites e frutas compradas no exterior, certamente, estarão mais caros com o dólar valorizado.Por outro lado, itens que o Brasil costuma exportar para os Estados Unidos como sucos, castanha de caju e lagostas poderão ter o preço reduzido, favorecendo o consumidor brasileiro. Isso ocorre também com outros itens da pauta de exportações e é provocado porque muitos empresários que exportam já começaram a perceber a retração do mercado externo em todo mundo. Para não terem prejuízo estão vendendo seus produtos no mercado interno, deixando-os no mesmo patamar de artigos mais básicos. O fenômeno já vem ocorrendo em alguns estados, mas ainda não foi observado aqui no estado, segundo Eugênio Medeiros.Viagens para o exterior são antecipadasCom a escalada rápida do dólar, viajar para o exterior pode deixar de ser uma das novas conquistas da classe média brasileira. O valor do câmbio em alta está deixando as viagens menos atrativas a cada dia que se passa. Mas, ao contrário do que se esperava um movimento intenso tem sido registrado nas agências de viagem nas últimas semanas. Isso porque, para fugir de preços ainda mais altos, os turistas estão apressando a compra dos pacotes.A presidente da regional da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav RN), Ana Carolina Costa, declara que o brasileiro tem memória curta. “No ano passado, nessa mesma época, o dólar estava em torno de R$ 2,08. O que aconteceu é que a moeda caiu muito nesse ano e as pessoas se assustaram com alta súbita”. Ela confirma a “corrida” dos interessados às agências, além dos indecisos que – temendo novas altas – estão cancelando os planos de viajar.Ana Carolina diz que a torcida dos empresários é para que a moeda não continue a aumentar. Ela relata que, mesmo com a crise, o mercado turístico no Nordeste voltou a ter atrativos para quem deseja conhecer a terra do Tio Sam. Recentemente, dois vôos das empresas American Airlines e Delta tiveram a confirmação de que voltarão a operar em Recife e Fortaleza. “São vôos diretos para os Estados Unidos que o Nordeste tinha perdido e voltam em novembro e dezembro”, afirma a presidente da Abav. Outra mudança é que o Consulado americano aumentou o número de diplomatas no órgão para atender a grande demanda de brasileiros que estão viajando par aos EUA. De acordo com Ana Carolina, também está se cogitando aumentar a validade dos vistos de cinco para dez anos. Caso haja quedas, ela explica que as agências terão prejuízo com o turismo internacional. Desde a queda do dólar, houve um incremento de 30% no setor de pacotes turísticos internacionais. “Não acredito que se tiver algum prejuízo seja na mesma proporção. Ainda tem preços bons para viajar”, avalia.

domingo, 21 de setembro de 2008

Motivação para melhorar o Call Center


O segmento de Call Center sofreu diversas alterações legislativas impostas pelo Governo, que visam melhorar o atendimento ao público, que reclama constantemente deste serviço hoje oferecido por empresas de diversos setores. Para alguns especialistas e profissionais de Call Center, as companhias deste setor precisam buscar a diferenciação na equipe, através da motivação dos seus operadores.
Por isso, a Abemd (Associação Brasileira de Marketing Direto) realizou um evento no Rio de Janeiro para incentivar e ressaltar a importância da liderança nos Call Centers. O objetivo do encontro foi demonstrar que a prática é bastante diferente da teoria de que o operador e as empresas de Call Center estão sendo valorizados cada vez mais.
Com o crescimento de profissionais buscando o primeiro emprego nesta área, o Call Center acompanha a demanda por serviços de atendimento ao cliente. Mas ainda é necessário não só treinar os operadores, mas também motivá-los para que o atendimento e a imagem do Telemarketing saiam do gerúndio e cheguem ao presente com qualidade e adequadamente valorizado.
Motivar X DesmotivarEm um ambiente onde é preciso paciência e concentração para dar informações corretas ao consumidor, o contraste se dá por conta dos diversos profissionais de primeira viagem que recebem esta responsabilidade. Para conduzi-los de forma correta e ainda buscar o diferencial no atendimento, o papel principal do líder é motivar a sua equipe.
De acordo com Fernanda Louzada, gerente de relacionamento com o cliente da Casa & Vídeo, este profissional é responsável por entender porque alguns atendentes não cooperam tanto quanto outros. Ele deve motivar e lidar com diferentes personalidades de forma linear e objetiva. “A motivação nasce na necessidade, mas o líder precisa estimular e provocar a motivação dos profissionais mostrando o significado do trabalho deles e desafiando-os constantemente”, acredita Fernanda.
Uma das maneiras de motivar os operadores é através do que a empresa oferece. Benefícios, determinar o papel social de cada um em uma organização e na sociedade, reconhecer o trabalho e criar desafios são as propostas mais comuns. Porém, nem sempre estes atributos são divulgados ou reconhecidos em uma operação de Call Center. Quando isso acontece, a motivação do operador termina como uma ligação por engano. “Não reconhecer o trabalho, ignorar o desempenho da equipe ou não ter tempo para escutar estes profissionais gera o resultado inverso”, diz Fernanda.
::Dia Diferente Casa & Vídeo::A rede de varejo de eletroeletrônicos do Rio de Janeiro promove o Dia Diferente com o objetivo de integrar os funcionários e descontrair o ambiente de trabalho. Máscaras, óculos, brega e peruca foram alguns dos temas do Dia Diferente onde o funcionário mais original ganha uma folga no mês. A companhia oferece ainda o Dia do Envolvimento, onde a gerente Fernanda Louzada faz reunião no último dia de cada mês com os funcionários para envolvê-los nas estratégias e objetivos da Casa & Vídeo.Maiores salários e planos de carreiraNa Casa & Vídeo, Fernanda Louzada participou da aplicação de ações de envolvimento para melhorar o ambiente entre os funcionários e, conseqüentemente, os resultados da operação. Segundo a executiva, compartilhar a missão, visão e valores da empresa com os agentes – tarefa que pode parecer simples e pouco representativa para motivar – tem grande impacto se inserida no contexto do trabalho. “Relacionamos a estratégia da empresa com a visão da Casa & Vídeo, além de reuniões com os agentes para identificar melhorias necessárias”, conta.
A estratégia de envolver o colaborador com as causas e objetivos da empresa agregou algumas ações comuns ao setor como comemorações em datas especiais do calendário e aniversariantes do mês, decoração do ambiente de trabalho, entre outras. Mesmo assim, ainda não havia algo realmente diferente do que já é apresentado nos Call Centers atualmente.
A partir daí, a Casa & Vídeo começou a rever a política salarial da empresa, que estava abaixo do mercado. “Esta foi uma das formas que encontramos para diminuir a rotatividade de funcionários na empresa, além dos planos de carreira desenvolvidos para os agentes”, avalia Fernanda.
Pensar fora da caixaDesafiar o que está estabelecido pode parecer ousadia se aplicada ao dia-a-dia de uma empresa. Porém, no serviço de Call Center pode gerar grande impacto e novos caminhos. “Uma instituição financeira usa a URA - vista com desprezo por muitos consumidores – para fechar empréstimos com pessoas que não querem explicar o motivo para pegar empréstimo. Isto é pensar fora da caixa”, aponta Jefrey Costa, professor de Marketing Direto, Call Center, Relacionamento, Atendimento a Clientes e Negociação da FGV, Estácio de Sá e IBMEC.
De acordo com Costa, existem cinco princípios que fazem de um executivo um verdadeiro líder. “É preciso ter também uma visão do futuro, dar liberdade para os agentes sugerirem melhorias, mostrar para eles o caminho certo a seguir na empresa e despertar a motivação que já existe dentro destas pessoas”, resume o Diretor de regionais da Abemd.
Benefício educacional como motivaçãoHá oito anos atuando no Brasil, a Contax se tornou uma das principais empresas empregadoras de Call Center, atingindo aproximadamente 67 mil empregos em diferentes regiões do país. Atualmente, a empresa é sustentada por três pilares básicos. “Capacitação e desenvolvimento de profissionais para outros cargos na empresa, gestão de desempenho, motivação e engajamento”, ressalta Anna Letícia Azevedo, Gerente de RH da Contax.
A Contax também desenvolve programas para que seus colaboradores percebam o seu valor na equipe e não migrem de uma empresa para outra como normalmente acontece neste setor. Evoluir Contax, Degrau Contax Apareça e Cresça, Programa Crescer e Trilha Contax fazem parte da estratégia de motivação para seus funcionários.
O Programa Crescer oferece aos agentes de Call Center a oportunidade de ingressar em uma faculdade através de cursos relacionados ao trabalho desenvolvido na Contax. “Patrocinamos cursos universitários para supervisores e atendentes que se destacam na empresa. Temos parceria com a Estácio de Sá no Rio de Janeiro e com a Universidade Nove de Julho (Uninove) em São Paulo. Este ano temos 650 alunos participando”, diz Anna Letícia.

Plano do pré-sal sai em dezembro


Divulgação / Steferson FariaPETROBRAS - José Formigli21/09/2008 - Tribuna do Norte
Rio - A Petrobras lançará em dezembro um plano diretor para a área do pré-sal na Bacia de Santos, que definirá todo o sistema logístico e de escoamento do petróleo e gás produzidos na região. No caso do gás, disse o gerente executivo do pré-sal da companhia, José Formigli, a tendência é que a companhia combine o uso de gasodutos com a produção de gás natural liquefeito nas plataformas de produção, alternativa que garante maior flexibilidade no transporte do produto. Ele apresentou o cronograma de avaliação das oito descobertas da região, segundo negociações que estão sendo finalizadas com a Agência Nacional do Petróleo (ANP): Tupi, com reservas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, tem de ser avaliado até dezembro de 2010; Carioca, até 2011; e Júpiter, no ano seguinte. Já os projetos Guará e Caramba têm prazo até 2012. Os três únicos planos de avaliação ainda não aprovados pela agência, Bem-te-vi, Iara e Júpiter, devem ser concluídos em 2014. Na fase de avaliação, o concessionário ganha prazo para aprofundar os estudos sobre o potencial das reservas, com a perfuração de poços ou a produção em fase de testes. A estatal já encomendou quatro plataformas projetos-piloto nas descobertas. Duas serão colocadas em Tupi. As duas restantes dependem ainda de negociações com os sócios. Além disso, anunciou a encomenda de oito plataformas de produção, com capacidade para até 120 mil barris por dia cada. Os locais onde serão instaladas também não foram definidos, disse Formigli. Segundo o executivo, todas estarão operando até 2017, ano considerado chave para os projetos do pré-sal em Santos. É nesse ano que a empresa pretende concluir a fase 1A de desenvolvimento das jazidas, quando terá uma capacidade instalada de 1,26 milhão de barris por dia. Formigli afirmou, porém, que a produção não estará neste nível, pois há declínio natural na produção. Para a fase 1B, além de 2017, a companhia ainda avalia novas tecnologias de produção e escoamento, que serão divulgadas no plano diretor. Formigli, no entanto, afirmou que o plano deve ser revisto anualmente, de acordo com os resultados obtidos pela avaliação dos projetos. A primeira fase de produção, disse, será fundamental para conhecermos o comportamento dos reservatórios: qual a taxa de declínio da produção, quais os tipos de fluido que produzem, dentre outros fatores. Um grande desafio, segundo o executivo, são as altas taxas de gás carbônico (CO2) encontradas nos reservatórios. “Misturado à água, o CO2 vira ácido carbônico, que é altamente corrosivo”, explicou. Por isso, a companhia já estuda com os fabricantes de dutos o desenvolvimento de novos materiais mais resistentes à corrosão. O CO2 extraído junto ao óleo ganhará um “destino verde”, nas palavras de Formigli. “Uma das alternativas é reinjetar nos poços. Não queremos lançá-lo na atmosfera.” Os primeiros dados sobre produção na região serão divulgados com o planejamento estratégico da companhia, previsto para as próximas semanas. A Petrobras montou um grupo para avaliar o pré-sal de forma global, desde a produção até o refino e comercialização do petróleo e gás produzidos. Parte do gás será escoada por gasoduto até a plataforma de Mexilhão, alçada ao posto de “hub” (centro) da produção de gás na porção norte de Santos e ao sul de Campos. Outra parte deve ser transformada em GNL ou combustíveis (tecnologia conhecida como “gas to liquids”) nas plataformas. Um primeiro gasoduto, ligando Tupi a Mexilhão, já foi projetado, com capacidade de 10 milhões de metros cúbicos por dia. Nova estatal para o pré-sal será menor que a PetrobrasBrasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a nova estatal que o governo pretende criar para explorar óleo na camada pré-sal não terá o tamanho da Petrobras. Em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, ele avaliou que a empresa teria cerca de 60 funcionários, como na Noruega. “Quando falamos em empresa estatal, não queremos criar uma outra Petrobras”, ressaltou. “É um fundo, uma pequena empresa.” Embora tenha ponderado que ainda não decidiu sobre a criação da empresa, Lula disse que a nova estatal atuará na venda e na negociação do preço do petróleo. “É essa empresa que vende o petróleo, essa empresa que negocia o preço do petróleo. É isso o que nós poderemos fazer”, afirmou. “Não está certo ainda porque eu não recebi a proposta”, completou, referindo-se ao estudo que está sendo preparado por um grupo de ministros sobre a melhor forma de explorar o óleo em campos profundos. Segundo fontes, no último encontro com os governadores do Rio, Sérgio Cabral, do Espírito Santos, Paulo Hartung, e de Sergipe, Marcelo Déda, na semana passada, o presidente disse que tinha desistido de criação de uma nova empresa estatal. Entenda o que é a camada pré-salJacson Damasceno - RepórterNo início deste mês, o presidente Lula iniciou a produção do primeiro óleo da camada pré-sal, no campo de Jubarte, no Espírito Santo. A gigantesca descoberta da Petrobras, em tempos de crise energética em todo o mundo, deu início a intermináveis discussões nos campos dos recursos energéticos, economia e política. No Rio Grande do Norte, as trocas de idéias também já estão sendo fomentadas, mas seguramente grande parte da população ainda não sabe o que vem a ser a tão falada camada pré-sal, muito menos o que o petróleo e o gás depositados nela podem significar para o país. Uma reserva já encontrada, mas que cujas dimensões ainda não foram completamente definidas pelos especialistas. Se estendendo do Espírito Santo até Santa Catarina, a camada pré-sal está a mais de 7 mil metros de profundidade, tendo cerca de 800km de extensão por 200km de largura. O reservatório está abaixo de uma camada de sal, que, por sua vez, se encontra abaixo do leito oceânico. Sua capacidade total ainda é estudada, mas crê-se que esteja entre 70 bilhões e 100 bilhões de barris de petróleo. Só para se ter uma idéia, em 55 anos de existência a Petrobras explorou em todo o país algo em torno de 14 bilhões de petróleo. A exploração da pré-sal deve estar consolidada em nove anos. A expectativa é de que poderão ser retirados, por dia, cerca de dois milhões de barris. Atualmente a produção é de 1,8 milhão de barris/dia em todas as outras reservas do país.Levando-se em conta o preço do barril, de US$ 110, fazendo as contas, chega-se a uma lucratividade de US$ 200 milhões, a cada dia, ou cerca de R$ 400 milhões, para arredondar. Tudo isso se o Brasil vendesse aos outros países o óleo bruto, antes de transformá-lo nas dezenas de outros produtos derivados. Nesta rápida explanação, fica fácil perceber porque o petróleo do pré-sal pode elevar o Brasil à categoria de principais exportadores do mundo. Atualmente, o país sequer produz para seu próprio consumo, importando entre 200 mil e 300 mil barris por dia. Fica fácil entender também porque a recente descoberta da Petrobras está rendendo tantas discussões.O petróleo retirado no Rio Grande do Norte vem da Bacia Potiguar, mais tardia que a formação da camada recém- descoberta entre os litorais do Espírito Santo e Santa Catarina. Mesmo assim, com a quantidade de barris retirados da grande reserva, refinarias pequenas como a de Guamaré podem operar exclusivamente com a produção local. Para o diretor da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), Geraldo Pinto, o “Geraldão”, é hora de a discussão sair somente das rodas entre especialistas e vir para as das classes de trabalhadores. “Estão acostumados a somente discutir a pobreza. Agora é hora de discutir a riqueza. Discutir o quanto a camada pré-sal é importante para o Brasil”, disse Geraldão, que também é gerente e geofísico da Petrobras.O subsolo é patrimônio da União, e atualmente, a Petrobras atua na prospecção, isto é, na pesquisa sobre a existência dos poços, e após as descobertas leiloa o direito à perfuração a grandes empresas, algumas estrangeiras. Mas no caso do pré-sal, Geraldão defende que a exploração seja feita somente pela própria Petrobras. “Tem que gritar que o petróleo é nosso de novo. É uma questão de segurança nacional. Defendemos que a reserva seja explorada pela Petrobras e que o financiamento seja público”, disse o diretor da Potigás. O Governo Federal já retirou a camada do pré-sal do leilão, e agora estuda como ela deverá ser explorada. Está sendo ventilada a possibilidade da criação de uma nova estatal, somente para a nova produção. Uma grande reservaA camada pré-sal é uma reserva de petróleo e gás natural localizada entre 7 mil e 8 mil metros de profundidade, em uma faixa de 800km de extensão por 200km de largura, que se estende entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina. Leva tal nome por ter sido formada abaixo de uma extensa camada de sal, localizando-se abaixo dela na estratificação. As estimativas sobre a capacidade da camada pré-sal ainda são imprecisas. Mas especialistas dizem que a produção deverá ser plena daqui a nove anos, e poderão ser retirados de lá 2 milhões de barris de óleo por dia. O que equivaleria a uma lucratividade de R$ 400 milhões a cada dia de produção, isso levando-se em conta o preço do óleo bruto sem beneficiamento.

domingo, 14 de setembro de 2008

Natal é premiada com medalha de ouro pela Aviesp


DivulgaçãoPREMIAÇÃO - Presedente da Aviesp, William Alberico fez entrega da medalha de ouro ao secretário Fernando Bezerril14/09/2008 - Tribuna do Norte Natal ganhou medalha de ouro da Aviesp (Associação das Agências de Viagem do Interior de São Paulo) como melhor destinação turística do Brasil. O prêmio foi entregue esta semana em solenidade no teatro do Hotel Transamérica, em São Paulo. O secretário de Turismo de Natal, Fernando Bezerril, recebeu a distinção e aproveitou o momento para divulgar o “Natal em Natal”. Para Bezerril a distinção dada a Natal representa todo o trabalho desenvolvido pelo prefeito Carlos Eduardo com apoio da governadora Wilma de Faria que vem realizado obras de infra-estrutura o que deixa a cidade aprazível para receber os turistas nacionais e estrangeiros. Bezerril destacou ainda as promoções de divulgação realizada pelas secretarias estadual e de municipal de turismo. “Natal está presente em todos os eventos nacionais e internacionais, além da participação maciça do empresariado que comparece e reforça a divulgação da cidade”. Estiveram presentes à entrega do prêmio, entre outros, o presidente da holding CVC, Guilherme Paulus; o presidente da rede Blue Tree, Mário Lúcio; o diretor da American Airlines no Brasil, Dílson Verçosa; o presidente da Tam, David Barione; o diretor da Tap no Brasil, Mário Carvalho; e o diretor da Gol Linhas Aéreas, Tarcísio Gaglione, além de outros presidentes de redes hoteleiras, secretários de Turismo, operadores, agentes de viagem e jornalistas de turismo. Apenas duas instituições receberam medalha de ouro (notas entre 9 e 10): o destino Natal e a Iberostar Hotels & Resorts. Os demais premiados ganharam medalha de prata. A escolha ficou a cargo das agências de viagem do interior paulista, que são o segundo maior pólo emissor para Natal, atrás apenas da capital paulista.O presidente da Aviesp, William Alberico, que reúne mais de 300 agências de turismo do interior de São Paulo ressaltou na ocasião a importância de Natal para o turismo nacional, já que se trata de um dos destinos mais preparados para a atividade turística, segundo ele. A decoração do teatro do Hotel Transamérica exibiu vários painéis de Natal, com destaque para a logomarca da Prefeitura de Natal.

sábado, 13 de setembro de 2008

Elsève explora pesquisas como estratégia de lançamento de produtos



A busca pela mensuração de resultados no Marketing é feita com cada vez mais detalhes e cuidados. A meta é interpretar de forma correta e eficaz para que a leitura seja informativa e confiável. A pesquisa de mercado ainda é o carro-chefe nas estratégias de lançamento de produtos ou para mensurar o retorno de uma campanha ou ação de Marketing.
A Elsève lançou um produto para o público feminino controlar o volume dos cabelos e, para tratar deste tema, a empresa estruturou a comunicação para que não se falasse mais desta característica capilar como um problema. Uma das atitudes que pode ter sido decisiva para o sucesso da campanha foi denominar este tipo de cabelo como volumosos e não “cabelos secos ou quebradiços”.
O produto Volume-Control foi lançado pela empresa com o mote “Liberte-se do elástico” e atingiu o público com ações de Marketing digital, pontos-de-venda e principalmente em mídias de massa como a TV, impressos e também nas mídias exteriores. A pesquisa esteve presente em todos os momentos, principalmente antes do produto chegar às gôndolas.
PDV e Internet como fonte de pesquisaApesar de a TV ser uma grande impulsionadora de vendas de muitos produtos, as mulheres têm mais facilidade em consumidor no ponto-de-venda. O aprimoramento das gôndolas e a ajuda da tecnologia fizeram do PDV um lugar onde as mulheres testam os produtos.
“No ponto-de-venda a mulher tem uma interatividade maior porque ela pode pegar o produto, cheirar, ler as referências e imaginar como vai ficar no cabelo dela. Por isso, é importante destacar o PDV”, aponta Alessandra Orgler, gerente de Pesquisa de Mercado da L'Óreal em entrevista ao Mundo do Marketing.
Na Internet, o Volume-Control ofereceu uma ação que premiou as consumidoras que participaram de um concurso. “A frase mais criativa sobre como controlar o volume do cabelo foi premiada. Esta estratégia foi importante para o lançamento assim como usar como porta-voz da marca a modelo e atriz Alinne Moraes”, conta Paula Neherer, gerente de Inteligência de Mercado da L'Óreal durante o V Fórum ABA Rio de Pesquisa, no Rio de Janeiro.
Paula Neherer e Alessandra Orgler apresentam os resultados da pesquisa
Estudo leva ao caminho certoO plano de pesquisa para o lançamento do Volume-Control da Elsève foi divido em quatro partes. Três delas foram aplicadas antes do produto chegar ao mercado. “A estratégia era trabalhar o volume dos cabelos e depois partimos para a pesquisa exploratória, que definiu as características, o universo e as referências do target”, diz Paula ao site.
Após estruturar um plano de pesquisa robusto antes de entrar no mercado, a Elsève obteve informações necessárias para minimizar qualquer risco no lançamento. “Fizemos testes de conceito, fórmula, material de comunicação, além das pesquisas de campo qualitativas e quantitativas”, lembra Alessandra.
Além do trabalho de pesquisa elaborado para cada produto, a Elsève investe em estudos sobre o comportamento e o perfil de seu público para cada lançamento. “A cada três anos realizamos pesquisa de hábitos e atitudes. Graças a este estudo sabíamos como era o cabelo destas consumidoras”, explica a gerente de Pesquisa de Mercado da L'Óreal.
Resultados superam expectativasApós o lançamento do Volume-Control a Elsève buscou informações sobre a aceitação do público, a qualidade do produto e entender mais sobre o perfil das usuárias. A pesquisa denominada Call Back avaliou mulheres de 18 a 34 anos, das classes A, B e C, com cabelos rebeldes, secos e com muito volume, cacheados e crespos.
O resultado mostra a eficiência do produto já que, dentro do target, 43% das consumidoras conheciam o Volume-Control, 58% já tinham experimentado o produto e 80% das mulheres que experimentaram disseram que iriam continuar usando, segundo a pesquisa feita pela Elsève.
“Na avaliação que fizemos sobre Overall Liking, ou satisfação total com o produto, o Volume-Control obteve notas maiores que nove de um total de 10. Basta ver que 75% dos consumidores acharam o produto melhor do que o esperado”, diz Paula Neherer.
Minimizar imprevistos e conhecer o mercadoA comunicação com o público foi determinante para causar impacto e penetração do produto no mercado. As mídias mais importantes, segundo Paula, foram as que atingiram o grande público. “Porém, o atributo ‘volume’ foi o principal gancho que resultou no sucesso do lançamento”, avalia a executiva.
A experiência adquirida no mercado de pesquisa fez com que a empresa percebesse a necessidade de inovar e gerar visibilidade para a marca. “Atuamos em um mercado muito dinâmico onde o lançamento de um produto sofre queda de venda e de visibilidade pouco depois de chegar às gôndolas”, diz Alessandra. “Se uma empresa ficar muito tempo sem lançar um produto ou uma ação, a marca perde Market Share em pouco tempo”, completa Paula.
O mais importante em um plano de pesquisa de mercado é saber que não é possível minimizar completamente os imprevistos de um lançamento. “Se tivéssemos mais verba disponível certamente faríamos muito mais coisas, como pesquisa de embalagem, impacto na gôndola, entre outros”, salienta a gerente de Inteligência de Mercado da L'Óreal.
Além do investimento na busca por informações valiosas sobre os consumidores e seus hábitos, a experiência com o mercado também oferece bases ao profissional que desenvolve as pesquisas de mercado. “O mais importante é saber quais são os maiores riscos para então dar o passo seguinte. A pesquisa nos ajuda a obter respostas importantes, mas para riscos menos relevantes, o profissional pode decidir através da sua intuição e conhecimento do mercado”, conclui Alessandra Orgler.